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Polí­cia

Foto: SSP/TO Ante o exposto, o inquérito policial foi enviado ao MPE que decidirá se oferecerá denúncia contra o motorista Ante o exposto, o inquérito policial foi enviado ao MPE que decidirá se oferecerá denúncia contra o motorista

A Polícia Civil do Tocantins, por intermédio da 8ª Delegacia Regional de Dianópolis concluiu na tarde dessa última sexta-feira, 13, o inquérito que apurava as circunstâncias do acidente ocorrido com um ônibus da empresa Real Maia, no dia 28 de janeiro de 2018 e que resultou na morte de sete pessoas, na região sudeste do estado.

De acordo com o delegado regional Afonso José Azevedo de Lyra Filho, as investigações da Polícia Civil e os laudos do Instituto de Criminalística, apontaram que o acidente se deu, supostamente, em virtude da perda do controle da direção aliada ao excesso de velocidade que o veículo trafegava, no momento do acidente.

Ao analisar toda a parte mecânica e estrutural do ônibus acidentado, os peritos criminais, Ademir Pedro Clemente de Jesus, Marcelo Gouveia Sabia e Arthur Felipe Boza, que também é engenheiro mecânico, constataram que todos os sistemas mecânicos e de freio do veículo estavam funcionando perfeitamente no momento do acidente, que se deu precisamente a 1h31 da madrugada do dia 28 de janeiro de 2018, no trevo que liga a TO-110 e a TO-040, a seis quilômetros da cidade de Novo Jardim.

Desta maneira, o acidente teria sido causado por excesso de velocidade e imprudência do motorista Cloves Bezerra de Moura, que, segundo as investigações da Polícia Civil, no momento do acidente, conduzia o ônibus a uma velocidade de aproximadamente 70 km por hora, sendo que para contornar com segurança o trevo acima mencionado, deveria estar imprimindo uma velocidade bem abaixo da que estava.

Em depoimento ao delegado, o motorista reserva que se encontrava dormindo no momento do acidente, afirmou que quando o veículo, o qual fazia a linha São Paulo/SP a Teresina/PI, parou na rodoviária de Barreiras/BA, Cloves, que vinha conduzindo o veículo, deveria entregar a direção ao seu companheiro com quem se reveza na condução do veículo.

 No entanto, ele alegou que estava em boas condições físicas e que continuaria a guiar o ônibus até o município de Dianópolis, o que causou uma pequena discussão com o motorista reserva que deveria assumir a direção, uma vez que o suposto autor estaria descumprindo as normas de segurança da empresa, que determinava o revezamento dos motoristas em razão da quilometragem percorrida.

Desta maneira, Cloves seguiu dirigindo, até o momento do acidente. Ainda de acordo com as investigações, o motorista Cloves Bezerra de Moura foi indiciado pela prática do crime de homicídio culposo majorado em face das sete vítimas fatais do acidente.

Ante o exposto, o inquérito policial foi enviado ao Ministério Público Estadual (MPE), que decidirá se oferecerá denúncia contra o motorista Cloves Bezerra de Moura.